Sessão Ordinária dia 23/02/2015 - Vereador Lúcio (PSDB) faz um discurso duro contra a gestão atual e denuncia as matérias publicadas no Site MaraRosa.com
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Mara Rosa, realizada no dia 23 de fevereiro de 2015, foi presidida pelo então presidente Thiago Moura (DEM) e contou com a apreciação de diversas matérias em pauta, além da participação ativa da população.
Durante a ordem do dia, foi apresentada uma indicação de autoria do vereador Lúcio (PSDB), solicitando ao Poder Executivo que cobre dos órgãos competentes a conclusão do trecho da rodovia GO-347, no povoado de Amarolândia, que liga o município de Mara Rosa à cidade de Alto Horizonte.
Encerrada a pauta legislativa, o presidente abriu espaço para manifestações populares. Na ocasião, o estudante Osvair Melo, representando os universitários, cobrou providências quanto ao transporte estudantil. Segundo ele, está sendo cobrada uma taxa mensal de R$ 75,00 valor considerado inviável para muitos acadêmicos. O estudante pediu sensibilidade do Poder Executivo e apoio dos vereadores para a busca de uma solução rápida.
Ainda durante a sessão, o ex-secretário de Administração, Manoel Garcia, utilizou a tribuna para alertar sobre problemas relacionados às divisas territoriais entre Mara Rosa e Campinorte. Ele destacou que, no próximo censo do IBGE, o município poderá sofrer queda significativa na arrecadação. Manoel sugeriu a formação de uma comissão, por meio da Amunorte e com apoio de parlamentares, para tratar do assunto junto à Secretaria de Planejamento do Estado.
Em seu pronunciamento, o vereador Lúcio criticou a falta de transparência na divulgação de informações à população. Ele denunciou o que classificou como “prejuízo informacional”, destacando que notícias sobre obras não concluídas estariam sendo divulgadas como finalizadas. O parlamentar também cobrou esclarecimentos sobre a aplicação de recursos provenientes do ITBI, que, segundo ele, ultrapassaram R$ 2,5 milhões em dois anos.
O vereador ainda abordou as dificuldades enfrentadas pelos municípios brasileiros, defendendo a necessidade de uma reformulação no pacto federativo em favor do municipalismo. Em tom crítico, afirmou que a administração municipal enfrentava problemas desde 2013, atribuídos à falta de planejamento, e reforçou seu compromisso com a defesa da ética, da justiça e dos direitos da população.
Lúcio também relatou ter sido impedido de se manifestar em determinados espaços de comunicação e afirmou que buscará meios legais para garantir o direito de resposta, além de denunciar o que considera omissões e informações distorcidas. O parlamentar ainda mencionou atrasos salariais de servidores públicos, incluindo casos de funcionários já desligados.
Ao final, defendeu a importância de uma mídia independente, desvinculada de interesses políticos ou econômicos, ressaltando que esse modelo é essencial para a garantia da transparência e da democracia.
O prefeito Elvino Coelho (PMDB), também fez uso da palavra e iniciou sua fala abordando a situação do transporte universitário. Segundo ele, o município enfrentava dificuldades operacionais, incluindo a ausência de um ônibus reserva, e que o problema poderia levar cerca de 60 dias para ser solucionado.
O gestor informou ainda que aguardava a liberação de uma emenda parlamentar do senador Ronaldo Caiado (DEM) para a aquisição de um novo ônibus, além de uma possível negociação envolvendo a Polícia Federal, em Foz do Iguaçu.
Durante sua fala, o prefeito também incentivou a população a contribuir com o pagamento do IPTU, destacando a importância da arrecadação para o equilíbrio financeiro do município. Ele afirmou que estava cumprindo o compromisso de garantir o transporte escolar ao longo de sua gestão, lembrando que em administrações anteriores o serviço era cobrado dos estudantes.
Elvino Coelho ainda destacou a existência de dois grupos políticos no município: um, segundo ele, comprometido com o desenvolvimento da cidade, e outro que torce pelo fracasso da gestão. O prefeito pediu que divergências políticas fossem deixadas de lado, ressaltando que o período eleitoral de 2012 já havia passado e que o momento era de trabalho.
O gestor também citou obras em andamento, como a construção do PSF do Setor Novo Horizonte, a reforma da Creche Menino Jesus, a construção de uma quadra poliesportiva e a reforma do Hospital Municipal, que seria realizada por etapas para evitar a interrupção total dos serviços.
Por fim, o prefeito afirmou que não teve participação na produção de matérias citadas pelo vereador Lúcio e ressaltou seu respeito à liberdade de imprensa. Ele destacou ainda que eventuais irregularidades devem ser encaminhadas aos órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia, para a devida apuração.

Nenhum comentário: