Debate na Câmara reforça direito de participação popular
Após o encerramento da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Mara Rosa respondeu às declarações feitas pelo ex-presidente da Casa, Wagner Facundo. Em tom firme, afirmou que, caso queira debater os rumos da cidade, o caminho é disputar eleição e conquistar novamente o voto popular.
A fala, no entanto, abre espaço para uma reflexão importante sobre o papel da cidadania na vida pública.
Embora o mandato eletivo conceda legitimidade institucional para representar a população nas decisões formais do Legislativo, a participação nos debates não é exclusividade de quem ocupa cargo público.
Wagner Facundo, na condição de cidadão mararrosense, tem o direito de utilizar a tribuna quando prevista no Regimento Interno da Câmara para denunciar possíveis mazelas da administração municipal. A própria essência do Poder Legislativo é garantir espaço ao contraditório e à manifestação popular.
Direito assegurado pelas leis vigentes
A Constituição Federal assegura, no artigo 5º, a liberdade de expressão e o direito à livre manifestação do pensamento. Além disso:
A participação popular é um dos pilares do Estado Democrático de Direito.
As Câmaras Municipais geralmente dispõem em seus Regimentos Internos sobre o uso da tribuna por cidadãos.
O controle social da administração pública é um direito garantido à população.
Portanto, disputar eleição é o caminho para exercer mandato e votar projetos, mas não é requisito para participar do debate público, fiscalizar e denunciar.
A Câmara é a Casa do Povo e deve permanecer aberta à voz da sociedade, respeitando as normas legais e regimentais.
O fortalecimento da democracia passa justamente pelo equilíbrio entre representação política e participação cidadã ativa.

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