A Câmara Municipal de Mara Rosa aprovou, nesta segunda-feira (02 de janeiro de 2026), a abertura de investigação contra o vereador Márcio Alves de Oliveira. A denúncia foi apresentada pelo primeiro suplente do partido União Brasil, Osmarzinho, principal interessado na possível cassação do mandato do parlamentar.
Denúncia envolve doação de cadeiras
O ponto central da denúncia é o episódio da doação das cadeiras do plenário da Câmara para uma igreja evangélica do município.
Segundo o documento protocolado, Márcio teria tido participação determinante na destinação dos bens públicos, fato que agora será analisado por uma Comissão Processante.
Com a aceitação da denúncia pelo plenário, será formada uma comissão investigativa que terá o prazo de 90 dias para apurar os fatos, ouvir testemunhas, analisar documentos e garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório. Ao final do processo, o relatório será submetido à votação dos vereadores, que poderão decidir pela cassação do mandato.
Histórico de tensão política
O caso se soma a um histórico de instabilidade política em Mara Rosa. Desde 2013, o grupo político que comanda o Executivo municipal já enfrentou episódios de cassação: em 2016, um prefeito perdeu o mandato e, em 2018, um vereador também foi cassado.
Agora, mais um parlamentar entra no centro de uma crise que envolve disputas internas e embates públicos.
Relação conturbada com o Executivo
A relação entre Márcio e o atual prefeito já vinha sendo marcada por tensões. Em 2024, quando presidia o Legislativo, o vereador chegou a anunciar que disputaria a Prefeitura, mas posteriormente recuou e declarou apoio ao gestor municipal, filiando-se ao mesmo partido, o União Brasil.
Após as eleições, não figurando entre os quatro mais votados, Márcio fez um discurso durante a cerimônia de posse em que afirmou não ter alcançado melhor votação por não praticar atos ilícitos, como compra de votos declaração que repercutiu fortemente no meio político local.
Duodécimo e novos desdobramentos
Outro episódio que acirrou os ânimos foi o anúncio da devolução de aproximadamente R$ 1,3 milhão do duodécimo da Câmara ao Executivo, com a proposta de aquisição de um terreno para construção de moradias populares. A medida gerou desconforto político e críticas ao longo de 2025.
Após os embates, familiares ligados ao vereador foram exonerados da administração municipal. Já no início de 2026, o Município protocolou representação no Ministério Público, questionando possíveis atos de improbidade administrativa e suposto uso da máquina pública durante o período eleitoral de 2024.
Próximos passos
Com a comissão prestes a ser instaurada, os próximos três meses serão decisivos para o futuro político do vereador. Caso o parecer final recomende a cassação e haja votos suficientes no plenário, Márcio Alves poderá perder o mandato.
A população de Mara Rosa acompanha atenta mais um capítulo da política municipal, que promete novos desdobramentos nas próximas semanas.
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