Contrato de R$ 60 mil na Câmara de Mara Rosa levanta questionamentos sobre necessidade e possíveis vínculos políticos
A contratação de uma empresa recém-criada pela Câmara Municipal de Mara Rosa tem gerado questionamentos nos bastidores políticos do município e levantado dúvidas sobre a real necessidade do serviço e possíveis vínculos pessoais envolvidos.
O empresário Wagner Martins de Sousa abriu sua empresa no dia 14 de janeiro de 2026, com endereço no distrito de Amarolândia. Apenas uma semana depois, em 21 de janeiro de 2026, a empresa já havia firmado contrato com a Câmara para prestação de serviços de organização de eventos institucionais e comemorativos.
O contrato prevê pagamento de R$ 5 mil mensais, totalizando R$ 60 mil por ano.
Baixa demanda levanta dúvidas sobre o custo
A Câmara Municipal realiza, tradicionalmente, apenas dois eventos oficiais por ano:
A Sessão Solene de Posse da Mesa Diretora;
A Sessão Solene de Entrega de Honrarias.
O principal objeto da contratação:
Estimular o engajamento interno e externo, fortalecendo vínculos com colaboradores, parceiros
e comunidade.
Valorizar a memória histórica e cultural associada à data.
Planejamento, coordenação e execução de atividades comemorativas.
Abrange cerimônias oficiais, eventos culturais, ações sociais e atividades de comunicação.
Objetos que na prática não há necessidade, já que outros profissionais já atuam e fazem esse trabalho para Casa de Leis.
Diante disso, o valor contratado passou a ser questionado por interlocutores políticos, que apontam possível desproporcionalidade entre o serviço prestado e o custo anual do contrato.
Relação política entra no radar
Outro ponto que chama atenção é que o empresário contratado teria atuado como cabo eleitoral do atual presidente da Câmara, Geraldo Bernardes Sobrinho, durante o período eleitoral.
A coincidência temporal entre a abertura da empresa e a rápida formalização do contrato levanta dúvidas sobre possível favorecimento na contratação, o que, se confirmado, pode ferir princípios da administração pública como impessoalidade e moralidade.
Necessidade de investigação
Diante dos elementos apresentados, cresce a avaliação entre observadores políticos de que o caso merece apuração mais aprofundada pelos órgãos de controle, especialmente quanto:
À legalidade da contratação;
À justificativa do valor contratado;
E à eventual existência de vínculos políticos que possam ter influenciado o processo.
Até o momento, não há manifestação oficial da Câmara Municipal sobre os questionamentos.
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